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Por Altamiro Borges; Portal identifica discurso de ódio nas redes

Ilustração do site "Ódio ou Opinião?"

02/07/2024 às 02h50 Atualizada em 03/07/2024 às 07h05
Por: Redação
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Por Altamiro Borges; Portal identifica discurso de ódio nas redes

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania lançou na semana passada o site “Ódio ou Opinião?”. Como explica o próprio portal, a iniciativa visa “conscientizar toda a sociedade no combate ao ódio e ao extremismo. A ação tem o objetivo de mostrar que uma simples opinião é diferente de episódios em que há discurso de ódio, além de ressaltar que a liberdade de expressão tem limite quando afeta alguém de forma criminosa”.

Entre outros conteúdos, a página orienta os internautas sobre as várias formas de denunciar e combater essas práticas criminosas no ambiente digital. Ela ainda contém dados atualizados sobre a violência online no Brasil, retirados do Observatório Nacional dos Direitos Humanos, orientações de como identificar o discurso de ódio, dicas de como adotar condutas respeitosas na internet e um tutorial para denunciar violações pelo Disque 100.

ONU alerta para expansão de grupos neonazistas

A iniciativa é positiva. Neste sábado (22), Jamil Chade revelou no site UOL que “monitoramento realizado pela ONU sobre a expansão de movimentos neonazistas incluiu o Brasil em seu relatório anual, apontando para o fortalecimento de grupos e de incidentes”. O documento foi debatido durante reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, e confirma que a internet é o ambiente em que essas seitas mais prosperam.

O relatório cita levantamento do Centro Nacional de Crimes Cibernéticos, que mostra que o país teve 14.476 denúncias anônimas relacionadas ao neonazismo em 2021. Ele também inclui pesquisa sobre 159 inquéritos abertos pela Polícia Federal para investigar a ação desses grupos entre janeiro de 2019 e novembro de 2020. Entre os vários casos, destacam-se ataques violentos em escolas planejados em grupos na internet – que resultaram em 49 mortes e 115 jovens feridos desde 2017.

“Os autores desses ataques incorporam perspectivas e valores de opressão, abrangendo manifestações de racismo, misoginia e tendências autoritárias frequentemente associadas a ideologias fascistas e nazistas... Eles foram frequentemente recrutados e radicalizados on-line, consumindo e promovendo com frequência conteúdo e símbolos neonazistas”, afirma o relatório da ONU, o que só confirma a urgência de campanhas como a do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

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