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'Um dia após matar Marielle, Ronnie Lessa se encontrou com filho de Bolsonaro'

Declaração é do vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, e põe em dúvida as conclusões da Polícia Federal sobre o caso

03/07/2024 às 14h48 Atualizada em 04/07/2024 às 07h21
Por: Redação Fonte: Revista Fórum
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'Um dia após matar Marielle, Ronnie Lessa se encontrou com filho de Bolsonaro'

Créditos: Imagem retirada do vídeo

Por Antonio Mello

Numa entrevista à jornalista Hildegard Angel, o vice-presidente nacional do PT e deputado federal pelo Rio de Janeiro Washington Luiz Cardoso Siqueira, conhecido como Quaquá, fez uma revelação sobre os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, que coloca em xeque as conclusões da PF sobre o caso.

"E, por incrível que pareça, um dia depois do assassinato de Marielle, o assassino Ronnie Lessa, que entregou o Brazão, ligou para a casa do Bolsonaro e se encontrou com o filho de Bolsonaro."
 

Foi uma longa entrevista do deputado federal, que por duas vezes foi prefeito da cidade de Maricá, no Rio, elegeu seu sucessor e agora é pré-candidato a prefeito novamente.


A cidade de Maricá, desde as duas gestões de Quaquá e depois as outras duas de seu sucessor e atual prefeito, Fabiano Horta, é a menina dos olhos do PT e vitrine do Partido no Brasil.

Na cidade, o transporte público é gratuito para toda a população, existe uma moeda social, a Mumbuca, que é distribuída a todos os cidadãos e aquece e movimenta a economia local, a tal ponto, que, nesse período, a cidade cresceu de pouco mais de 130 mil habitantes para quase 200 mil.

Na entrevista, Quaquá fala de suas atitudes polêmicas, se assume um cara brigão, fala de seus planos futuros como se já estivesse não apenas eleito, mas reeleito, projetando pelo menos mais oito anos de administração petista na cidade.

Aos 26'17" da entrevista, Quaquá dá as seguintes declarações, que envolvem a família Bolsonaro no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Quaquá — O Brazão não é culpado pela morte da Marielle.  

Hilde — Muita gente acha isso.  

Quaquá — Não é culpado. Estão fazendo com o Brazão uma maldade. O Ronnie Lessa, que é o assassino, o vagabundo assassino, de um dos crimes mais brutais que esse país já viu, nunca se reuniu com o Brazão e não conhece o Brazão. Existe na Polícia Civil do Rio de Janeiro uma longa lista de grampos de telefone do Brazão que prova que eles nunca se falaram mesmo. Dizem que perdeu os registros. Não é verdade. Estão nas investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Então, eu não posso ser a favor do... tudo que fizeram com o PT, que esse sistema judicial brasileiro fez com o PT, eu não posso ser a favor de que faça com a pessoa que, de fato, é meu amigo, votou e fez campanha para o Lula em várias eleições. Só uma que ele não fez, foi a penúltima do Bolsonaro. Mas nem que não fosse, que fosse o próprio Bolsonaro. Eu acho que nós temos que ter.. O Estado precisa ter a capacidade de investigar e achar os assassinos da Marielle. Eu... Ela foi assassinada pelo que tem de mais sujo no Rio de Janeiro. Por esses matadores de aluguel que eram ligados à milícia no Rio de Janeiro. E, por incrível que pareça, um dia depois do assassinato de Marielle, o assassino Ronnie Lessa, que entregou o Brazão, ligou para a casa do Bolsonaro e se encontrou com o filho de Bolsonaro.
 

Hilde — Isso está nos autos?... 


Quaquá — Absolutamente. Agora, foi... apartado da investigação da Polícia Federal. Então, é muito esquisito. É muito esquisita essa investigação. Eu não estou dizendo que são os Bolsonaro que mandaram matar. Mas por que não investigaram isso? Por que não foi investigado?

É uma afirmação grave que precisa ser devidamente esclarecida pela Polícia Federal.

 

 

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