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Bolsonaro recebeu propina de genro de empresário do agro para custear despesas de Michelle, aponta Polícia Federal

Samuel, genro do ruralista Paulo Junqueira, entregou ao ex-presidente indiciado como ladrão de joias o que Mauro Cid chamou de "encomenda"

10/07/2024 às 01h56 Atualizada em 11/07/2024 às 02h53
Por: Redação
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Bolsonaro recebeu propina de genro de empresário do agro para custear despesas de Michelle, aponta Polícia Federal

Michelle, Jair Bolsonaro e Mauro Cid (Foto: Carla Carniel/Reuters | Alan Santos/Presidência da República)

247 – Durante as investigações sobre o desvio de joias, a Polícia Federal descobriu que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu dinheiro em espécie do genro de um empresário do agronegócio. A revelação foi feita por meio de mensagens transcritas no inquérito tornado público nesta segunda-feira (8) pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, conforme reportado por Aguirre Talento, do Uol.

De acordo com o relatório, Samuel, genro do empresário Paulo Junqueira, entregou uma quantia em dinheiro para Bolsonaro. Mensagens trocadas entre Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e outros funcionários detalham a entrega. Em uma dessas mensagens, um funcionário da Ajudância de Ordens informou a Cid sobre a visita: "Compras foram feitas e a casa já está abastecida. A cobertura da área da piscina foi finalizada para garantir a privacidade. O Samuel prefere ir encontrar o PR amanhã para entregar a encomenda". Paulo Junqueiro emprestou uma casa em Orlando para Jair Bolsonaro, utilizada no período em que ele saiu do País, após ser derrotado pelo presidente Lula.

No dia seguinte, Cid perguntou ao coronel Marcelo Câmara, segurança de Bolsonaro, se o dinheiro havia sido entregue: "Samuel entregou o dinheiro?". Câmara confirmou a entrega e mencionou que parte do dinheiro ficaria sob seu controle para atender demandas da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O relatório da Polícia Federal conclui que, "diante dessas conversas entre Mauro Cid, Daniel Luccas e Marcelo Câmara, ficou evidente que Samuel entregaria uma encomenda (dinheiro) para o ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda no ano 2022, enquanto ele ainda exercia o cargo de Presidente da República do Brasil".

Essa revelação se soma a uma série de investigações envolvendo o ex-presidente, aumentando as suspeitas sobre a conduta de Jair Bolsonaro e seu círculo próximo durante seu mandato.

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