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Veja a lista de ministros do STF, deputados, senadores e jornalistas espionados pela 'Abin paralela'

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi utilizada para espionar autoridades e desafetos políticos durante o governo de Jair Bolsonaro

11/07/2024 às 12h49
Por: Redação
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Veja a lista de ministros do STF, deputados, senadores e jornalistas espionados pela 'Abin paralela'

(Foto: ABr | Reuters | Polícia Federal)
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247 - Nesta quinta-feira (11), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada do sigilo da Operação Última Milha, uma investigação da Polícia Federal que vem ocorrendo desde 2023. A operação apura o possível uso ilegal de sistemas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar autoridades e desafetos políticos durante o governo de Jair Bolsonaro, explica o g1.

A Operação Última Milha revelou que diversas figuras importantes dos três poderes, além de jornalistas, foram monitoradas. No Poder Judiciário, os ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux foram alvo das investigações. No Poder Legislativo, foram monitorados o atual presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, o deputado Kim Kataguiri e os ex-deputados Rodrigo Maia e Joice Hasselmann, além dos senadores Alessandro Vieira, Omar Aziz, Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues, que integravam a CPI da Covid no Senado.

No Poder Executivo, as investigações apontaram para o monitoramento do ex-governador de São Paulo, João Doria, e servidores do Ibama, Hugo Ferreira Netto Loss e Roberto Cabral Borges. Também foram monitorados os auditores da Receita Federal do Brasil Christiano José Paes Leme Botelho, Cleber Homen da Silva e José Pereira de Barros Neto.

Os jornalistas Monica Bergamo, Vera Magalhães, Luiza Alves Bandeira e Pedro Cesar Batista também estiveram sob vigilância, conforme as investigações da Polícia Federal.

Através de diálogos interceptados entre os investigados Giancarlo Rodrigues e Marcelo Bormevet, a PF identificou "possíveis ações clandestinas" que tinham como alvo os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. Essas ações tinham o objetivo de levantar suspeitas sobre a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro, o que levanta preocupações sobre a integridade das instituições democráticas.

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